O Laboratório Alvaro está de cara nova!

Deseja tornar este perfil sua página inicial quando acessá-lo novamente?

X

Atendimento ao Cliente:

Notícias

Clima seco e variação de temperatura

Clima seco e variação de temperatura podem ocasionar doenças respiratórias e alergias
É o que explica Jaime Rocha, infectologista do Laboratório Alvaro

A A

Clima seco e variação de temperatura podem ocasionar doenças respiratórias e alergias
É o que explica Jaime Rocha, infectologista do Laboratório Alvaro

O tempo seco e as constantes mudanças na temperatura são algumas características do inverno que contribuem para o surgimento de sintomas prejudiciais à saúde. As variações bruscas, com termômetros oscilando entre 10ºC e 25ºC, fazem com que a saúde seja comprometida e fragilizada. De acordo com o infectologista Jaime Rocha, integrante do corpo clínico do Laboratório Alvaro, essa variação climática que a cidade apresenta facilita as pessoas pré-dispostas a desenvolverem doenças do trato respiratório.

“A grande variação de temperatura que temos pode reduzir a defesa das mucosas respiratórias. Essa oscilação pode deixar a defesa do organismo comprometida e aumentar as chances de contrair um vírus respiratório. Não é algo como causa e consequência, mas existe uma relação direta na transformação do clima e no desenvolvimento de doenças”, explica o infectologista.

Segundo Jaime, existem dois tipos de doenças respiratórias mais propensas a acontecer em cidades onde o clima é instável: as imunológicas e as infecciosas. As doenças imunológicas ocorrem quando o sistema imunológico não está funcionando corretamente e como resultado as pessoas ficam mais suscetíveis a contrair doenças como a rinite, ou outras de quadro alérgico. Já doenças infecciosas são aquelas, também causadas por vírus ou bactérias, conhecidas como as gripes, resfriados e sinusites.

“A mudança de temperatura durante o dia não causa diretamente nenhum tipo de doença, mas provoca a redução do sistema imunológico e aumenta a propensão a desenvolver alguns sintomas. Tanto as imunológicas quanto as infecciosas podem ter uma relação direta com a variação do clima. Para amenizar essas situações, as pessoas precisam equilibrar a saúde de forma geral, com alimentação saudável, horários regulares e adoção de hábitos saudáveis”, aponta Dr. Rocha.

Tempo seco

Com a baixa umidade do ar podemos perceber um maior número de espirros, tosse e alergias em geral na população. Na seca há um aumento de até 40% na incidência de doenças respiratórias, principalmente as alérgicas como asma, rinite, resfriados e gripe. E o problema deve se agravar ainda mais neste mês devido à chegada da primavera e o aumento de pólen das flores no ar.

"Esse crescimento pode ser explicado por diversos fatores: a umidade relativa do ar muito baixa; o próprio frio, que funciona como um irritante para as vias aéreas de algumas pessoas e a inversão térmica, que é responsável pelo acúmulo maior de poluentes na atmosfera”, afirma Rocha.

A resposta alérgica é uma reação de hipersensibilidade do organismo quando as pessoas que são sensíveis com determinadas situações entram em contato com agentes desencadeantes chamados alérgenos, que provocam uma crise de doença alérgica. Cerca de 20% da população sofre de alguma forma de alergia. As formas alérgicas mais comuns são a asma (bronquite alérgica ou bronquite asmática), a rinite alérgica e as alergias cutâneas. "Dentre os alérgenos mais conhecidos destacam-se a poeira domiciliar, ácaros, epitélios de animais, baratas, fungos, pólens, além de agentes irritantes como fumo e poluentes", acrescenta o especialista.

Rocha salienta que crianças de pais alérgicos têm maior probabilidade de serem alérgicas. “Crianças que possuem um de seus pais alérgicos têm 20 a 30% de chances de serem alérgicas, enquanto filhos de ambos os pais alérgicos já têm uma probabilidade de 60%”, afirma. Por outro lado, a alergia pode se desenvolver em qualquer fase da vida e, até mesmo, em pessoas sem histórico familiar. “Basta, para isso, que a exposição desse indivíduo a determinado alérgeno ultrapasse o seu limiar de tolerância”, revela o infectologista.

De acordo com Rocha, além dos testes clínicos de provocação oral, com exclusão e reintrodução do alimento “suspeito” da dieta, existe hoje uma série de métodos para avaliação diagnóstica das alergias. Dentre eles: testes alérgicos que podem ser de leitura imediata (de 15 a 20 minutos), intradérmicos de provocação ou de contato (resultado em 72 horas) e exame de sangue (dosagem de IgE total e específica). “Neste exame de sangue são dosados anticorpos específicos contra uma grande variedade de alérgenos, como frutas, grãos, peixes e frutos do mar, proteínas de porco e vaca, ovos e laticínios, alérgenos inalantes, como pelos de animais, insetos, poeira e gramíneas, drogas, fungos e alérgenos ocupacionais”, finaliza o médico.

Como tentar evitar as alergias

• Forre colchão e travesseiro com capa impermeável;

• Retire tapetes e carpetes da casa, principalmente do quarto do paciente;

• Limpe a mobília da casa com pano úmido com frequência superior a uma vez por semana;

• Retire as cortinas, substituindo-as por persianas, que são facilmente limpas com pano úmido ou, em caso de cortinas de tecido leve, lave-as a cada 15 dias, no máximo;

• Mantenha sempre a casa arejada e ensolarada;

• Evite estofados recobertos com tecido;

• Os aspiradores de pó utilizados devem possuir filtro HEPA;

• Evite ter animais de pelo como cão, gato e outros ou evite a presença dos mesmos dentro de casa ou no quarto do paciente;

• Não fume dentro de casa;

• Cobertores devem ser substituídos por edredons que possam ser lavados quinzenalmente;

• Evite, no quarto do paciente, objetos que acumulem poeira como livros, revistas, brinquedos de pelúcia, caixas e quadros;

• Evite cheiros fortes no domicílio como de tintas, solventes, inseticidas, produtos de limpeza etc.